Reforços estratégicos para a temporada
Na terceira temporada sob a administração do Grupo City, o Bahia manteve sua estratégia de mercado focada em ajustes pontuais e encerrou a segunda janela de transferências com a contratação de três novos jogadores.
Após um primeiro período movimentado com oito contratações, a diretoria tricolor trouxe o goleiro João Paulo, o zagueiro Luiz Gustavo e o atacante Mateo Sanabria para fortalecer o elenco.
A chegada desses jogadores reflete os grandes investimentos realizados pelo clube, que desembolsou cinco milhões de euros, aproximadamente R$ 31,6 milhões, para garantir Luiz Gustavo vindo do Vasco e o mesmo valor para trazer o argentino Mateo Sanabria ao Brasil.
Essas contratações se tornaram as segundas mais caras da história de um clube nordestino, ficando atrás apenas de Luciano Rodríguez, que custou R$ 65 milhões.
Necessidades e desafios no elenco
As novas aquisições do Bahia foram motivadas por necessidades específicas do elenco.
A defesa, por exemplo, sofreu com a ausência de Kanu, que se lesionou no início da temporada, comprometendo três músculos da panturrilha e o tendão de Aquiles.
A chegada de Luiz Gustavo visa preencher essa lacuna crucial na zaga.
No ataque, a lesão de Erick Pulga destacou a urgência por reforços na ponta-esquerda, área em que Mateo Sanabria foi contratado após uma negociação prolongada iniciada em maio.
Já no gol, as falhas recorrentes dos jogadores da posição levaram à contratação emergencial de João Paulo, após tentativas frustradas de trazer Patrick Sequeira.
Impacto das saídas e manutenção do elenco
Durante a segunda janela de transferências, cinco jogadores deixaram o Bahia, mas as saídas tiveram pouco impacto no elenco principal sob o comando de Rogério Ceni.
A exceção foi Marcos Felipe, que, após ser titular absoluto em 2023, viu seu desempenho cair em 2024 e acabou emprestado ao futebol turco após uma falha decisiva na Copa Sul-Americana.
Outros jogadores como Kauã Davi e Ryan, formados na base tricolor, também deixaram o clube, enquanto Diego Rosa, contratado pelo Manchester City em 2020 e adquirido pelo Bahia em 2023, foi negociado com o Apoel, do Chipre. Jota, por sua vez, foi emprestado ao Criciúma, buscando mais oportunidades de jogo.
Investimentos recordes e planejamento futuro
Com o fechamento da janela de transferências, o Bahia totalizou onze reforços para o elenco principal, investindo mais de R$ 200 milhões, o maior valor já registrado na história do clube.
As laterais foram os únicos setores que não receberam novos jogadores, indicando uma confiança na atual composição dessas posições.
Além das contratações para o elenco principal, o Bahia também fez investimentos significativos na base, adquirindo em definitivo o jovem Kayky e trazendo promessas como David Martins, por R$ 12 milhões, e Kauê Furquim, por R$ 14 milhões.
Esses movimentos mostram o compromisso do clube em fortalecer não apenas o presente, mas também o futuro do futebol tricolor.
O Bahia gastou mais de R$ 200 milhões e bateu o recorde de investimento na história do clube.
| Jogador | Posição | Origem | Valor |
|---|---|---|---|
| Luiz Gustavo | Zagueiro | Vasco | R$ 31,6 milhões |
| Mateo Sanabria | Atacante | Argentina | R$ 31,6 milhões |
| João Paulo | Goleiro | Santos | N/A |
Fonte: ge.globo.com

